quinta-feira, agosto 24, 2006

my devoted love takes tiny backward steps away, loneliness aplenty spread before me

No quarto escuro contorço-me, movimentos frenéticos tentam afastar de mim esta dor.
Pensar que antes de te conhecer eu já te tinha na cabeça, tinha-te comigo estavas mais perto do que alguma vez estarás...era tudo tão fácil. Era só fechar os olhos estavas lá, sem pedir permissão eras a unica coisa que via no meio do escuro que era eu...mas tu davas-me cor, davas alegria e beleza àquele preto cru, rijo e impenetravél.
Aparecias, aparecias atrapalhada e quando fechava os olhos ainda compunhas o cabelo, dizias que estavas toda desarranjada enquanto suavemente com as tuas mãos feitas de cal e seda ajeitavas esses fios amarelos que te saiam da cabeça...cabelo suave e cheiroso...em que eu nunca toquei, nem sequer senti o seu cheiro. Cabelo que me ofuscava mas que valia toda essa cegueira temporária...
Esforcei-me para te alcançar.
Não foi suficiente.
Não te preocupes estarás sempre nos meus sonhos, naqueles sonhos que têm uma pitada tua, naqueles que não sou eu que sonho porque tu estás em mim, naqueles que não são assustadores, suicidas e negros, mas amarelos, brancos e azuis...nesses sonhos em que serei finalmente feliz.
Acabádos esses sonhos não me resta nada, a minha angústia espalha-se e este quarto já não sente a brisa e já não ganha cores dançantes no pôr-do-sol...este quarto foi invadido por mim e esta sempre negro, tirando os sonhos que mesmo quando são de noite alumiam o quarto como se ele começasse a arder, mas não tenho medo desse fogo, porque só perto dele estou perto de ti.
Nunca foi assim, nunca estive contigo, nunca me abracei a ti e me deitei a teu lado...mas a mim, a mim deram-me imaginação para te imaginar e para não saires da minha cabeça agora que dela saiste tão repentinamente.
Numa noite em que te vi dentro de mim olhaste-me com um olhar que ainda hoje vejo nos meus melhores sonhos, ficaste assim tempos interminaveis mas eu não temia, por mim envelheceria assim...só assim, deitado, de olhos fechados, a ver-te olhar para mim...depois desses olhos azuis me terem inundado, depois de eu ter morrido afogado neles e não me importar...começaste a recuar, passinhos pequenos de pés de princesa que pareciam ter planeado esse recuo durante eternidades, não poderiam pisar noutro sitio que não fosse aquele que pisavam, cada passo, cada musculo a contrair-se, as tuas mãos dadas no teu ventre, as tuas curvas a ficarem mais nitidas para depois se desvanecerem, a tua experssão a mudar, o teu queixo a tremer, o elástico a rebentar, os fios amarelos a cairem-te sobre os ombros, a crescerem, a taparem-te os seios, as mãos largam-se uma à outra, os dedos separam-se, os braços esticam-se para mim...eu quero-te mas não posso acordar, eu quero-te mas nunca te vi, nunca senti o teu cheiro...eu quero-te mas não sei pronunciar o teu nome...eu quero-te mas........não pode ser........acordei, acordei e acabou.
Agora o que vejo são apenas memórias de ti, quero drogas que me ponham a dormir não quero abrir os olhos e ver o meu quarto negro, com solidão para eu esbanjar a meu belo prazer.
Tenho Solidão espalhada no quarto, Solidão espalhada em mim.
Não te conheço.
Amo-te e Odeio-me.










Yours sincerely...............Kid_d

quarta-feira, agosto 09, 2006

Upon the shadow of a God.





Between the sadness of the trees
I´ll chase you forever.
In my dreams i´ll always pretend you´re mine.
You could run forever,
but my love is far greater than you´re will to escape.

My love for you
My hate for you
I´m going to love you with my hate
and kill you with my love.

In the end I´ll tell God that I´m more powerful than Him
and smile as the trees and the darkness embrace me













Yours sincerely...............Kid_d